sábado, 17 de março de 2012

sobre a morte

A vida é mesmo muito frágil.
Um sopro suave na chama da vela da vida e

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Qdo me fiz mulher

‎"Quando me fiz mulher, não mudei em nada, porém, dentro de mim, tudo mudou."


 Lakka Fagundes

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Grande encontrão da vida

Hoje lembro das nossas impagáveis noites em calçadas quaisquer,
não poderia ter companhia melhor.
Vocês que me fizeram tanto rir, agora me fazem chorar...
O choro da falta, o choro que a memória traz
de um tempo passado em que me encontrei em vocês.

Um se formou e fugiu, foi atrás do grande amor.
Finalmente se encontrou!
O outro, depois, também se formou e descobriu um novo amor,
seu neném!

Ambos se encontraram pós-formatura,
e eu que havia me encontrado neles voltei a ficar perdida.

Agora sou eu quem se forma,
o que será que encontrarei na próxima esquina?
Ou será que ficarei perdida no tempo das lembranças?





Para meus dois grandes amigos de SP,
que estarão pra sempre no meu coração.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Partida

-Nossa, já são 4:32!!!

-Teu corpo nu entrelaçado ao meu. Uma imagem que merecia ser desenhada por François Boucher. Por mim, passaria a vida inteira admirando teu corpo, tuas curvas... Sua pele, ah! Sua pele macia... Inalando o cheiro doce e delicado dela, teus olhos... Passa a vida com eles voltados para mim? _suspiro.

- Passo! Vem comigo, por favor!

-Queria. Quer dizer, quero, mas não posso...
Te adoro!

-Me beija?

-Te beijo toda! Te cheiro, te amo! Não vá!

-Te espero lá!

-Prometes não esquecer de mim?

-E tem como?... Vamos fugir?

-Vamos! Agora?

-Agora!

-Estou com tanto sono...

-Ai, eu tbm... Vamos dormir só um pouquinho, coloco o despertador e fugimos às 6:00.

-Te adoro!

-Eu tbm.

...

-Se-se-is horas...

-Hummm...

...

-Sete horas, Lakka!

-Ai, não... Já está na hora de vc ir... _lágrimas.

-Adeus. _soluços.

-Não, até breve...


_Lakka Fagundes_

*texto para o DST AIDS São Bernardo

Vizinha

Toda vez que tu passas com esta blusinha de tecido fino sem sutiã, me imagino beijando teu pescoço, segurando firme teus cabelos dourados. Sonhando acordada, me vejo beijando tua boca, tirando tua roupa.

Acaricio teus seios que são lindos, firmes, arrebitados, me chamando... Sigo mordendo teu ventre, roçando meu rosto nessa pele branquinha...

Levanto tua saia justa, apertando bem forte as coxas que me fazem suspirar. Respiro teu sexo, e sem conseguir me segurar, lanço minha boca ao encontro da tua calcinha, a puxo para o lado, lambendo de leve tua vagina...

Paro tudo!

Sob a luz de uma TV ligada ao fundo, admiro teu corpo, tuas curvas e digo: “Que mulher, meu Deus!”

Acaricio todo teu corpo, rosto, pescoço, seios, com meu braço seguro firme tua cintura, te puxo para mim dizendo com isso: “Tu és minha, feita para mim!”
Toco teu sexo molhado, lindo, me querendo e tu imploras: “Me chupa!” _”Sim, te chupo, lambo, como... Tudo o que vc quiser!”

Então abres bem tuas pernas e leva com doçura minha boca na sua boca, boca molhada, rosada e ali eu me sinto completa, chupando-a, lambendo-a, sugando...

Não resistindo mais aos teus gemidos suaves, baixinhos, gozo sentindo o teu prazer.

E assim, passo os dias a te desejar...

_Lakka Fagundes_

*texto para o DST AIDS São Bernardo

terça-feira, 28 de julho de 2009

O silêncio

"No silêncio da alma
encontramos o nada.
Um vazio que traz a solitude,
o completar pleno em si.
Finalmente a paz..."
_Lakka Fagundes_

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Diálogos em tolos poemas

Ele: Tô triste.

Ela: Ah, pois é né?
... eu também;
... meus cachorros também;
... o silêncio de São Paulo também;
... as pessoas tentando dormir também;
... o Céu, também.
Menos os bares e butecos...
... esses estão felizes.

Ele: Registre-se.

Ela: Transcreva.

Ele: Minha transcrição não é digna.
A poesia está na tua espontaneidade.
Inigualável...
Agora já se foi. Está perdida em mais algumas tolas linhas.
O que não está perdido? Só tua impressão, gravada na minha alma.

Ela: Não. A poesia está em ti, foi tu quem sentiu ela.
Ela é tua.

Ele: Tudo é. Nada é.
Tu és! Ou não.

_ AAAo e Lakka _