-Nossa, já são 4:32!!!
-Teu corpo nu entrelaçado ao meu. Uma imagem que merecia ser desenhada por François Boucher. Por mim, passaria a vida inteira admirando teu corpo, tuas curvas... Sua pele, ah! Sua pele macia... Sentindo o cheiro doce e delicado dela, teus olhos... Passa a vida com eles voltados para mim? _suspiro.
- Passo! Vem comigo, por favor!
-Queria. Quer dizer, quero, mas não posso...
Te adoro!
-Me beija?
-Te beijo toda! Te cheiro, te amo! Não vá!
-Te espero lá!
-Prometes não me esquecer?
-E tem como?... Vamos fugir?
-Vamos! Agora?
-Agora!
-Estou com tanto sono...
-Ai, eu tbm... Vamos dormir só um pouquinho, coloco o despertador e fugimos às 6:00.
-Te adoro!
-Eu tbm.
...
-Se-se-is horas...
-Hummm...
...
-Sete horas, Lakka!
-Ai, não... Já está na hora de tu ir... _lágrimas.
-Adeus. _soluços.
-Não, até breve...
_Lakka Fagundes_
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Vizinha
Toda vez que tu passas com esta blusinha de tecido fino sem sutiã, me imagino beijando teu pescoço, segurando firme teus cabelos dourados. Sonhando acordada, me vejo beijando tua boca, tirando tua roupa.
Acaricio teus seios que são lindos, firmes, arrebitados, me chamando... Sigo mordendo teu ventre, roçando meu rosto nessa pele branquinha...
Levanto tua saia justa, apertando bem forte as coxas que me fazem suspirar. Respiro teu sexo, e sem conseguir me segurar, lanço minha boca ao encontro da tua calcinha, a puxo para o lado, lambendo de leve tua vagina...
Paro tudo!
Sob a luz da lua quem bem pela janela, admiro teu corpo, tuas curvas e digo: “Que mulher, meu Deus!”
Acaricio todo teu corpo, rosto, pescoço, seios, com meu braço seguro firme tua cintura, te puxo para mim dizendo com isso: “Tu és minha, feita para mim!”
Toco teu sexo molhado, lindo, me querendo e tu imploras: “Me chupa!” _”Sim, te chupo, lambo, como... Tudo o que quiser!”
Então abres bem as tuas pernas e leva com doçura minha boca na sua boca, boca molhada, rosada e ali eu me sinto completa, chupando-a, lambendo-a, sugando...
Não resistindo mais aos teus gemidos suaves, baixinhos, gozo sentindo o teu prazer.
E é assim, passo os dias a te desejar...
_Lakka Fagundes_
Acaricio teus seios que são lindos, firmes, arrebitados, me chamando... Sigo mordendo teu ventre, roçando meu rosto nessa pele branquinha...
Levanto tua saia justa, apertando bem forte as coxas que me fazem suspirar. Respiro teu sexo, e sem conseguir me segurar, lanço minha boca ao encontro da tua calcinha, a puxo para o lado, lambendo de leve tua vagina...
Paro tudo!
Sob a luz da lua quem bem pela janela, admiro teu corpo, tuas curvas e digo: “Que mulher, meu Deus!”
Acaricio todo teu corpo, rosto, pescoço, seios, com meu braço seguro firme tua cintura, te puxo para mim dizendo com isso: “Tu és minha, feita para mim!”
Toco teu sexo molhado, lindo, me querendo e tu imploras: “Me chupa!” _”Sim, te chupo, lambo, como... Tudo o que quiser!”
Então abres bem as tuas pernas e leva com doçura minha boca na sua boca, boca molhada, rosada e ali eu me sinto completa, chupando-a, lambendo-a, sugando...
Não resistindo mais aos teus gemidos suaves, baixinhos, gozo sentindo o teu prazer.
E é assim, passo os dias a te desejar...
_Lakka Fagundes_
terça-feira, 28 de julho de 2009
O silêncio
"No silêncio da alma
encontramos o nada.
Um vazio que traz a solitude,
o completar pleno em si.
Finalmente a paz..."
_Lakka Fagundes_
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Diálogos em tolos poemas
Ele: Tô triste.
Ela: Ah, pois é né?
... eu também;
... meus cachorros também;
... o silêncio de São Paulo também;
... as pessoas tentando dormir também;
... o Céu, também.
Menos os bares e butecos...
... esses estão felizes.
Ele: Registre-se.
Ela: Transcreva.
Ele: Minha transcrição não é digna.
A poesia está na tua espontaneidade.
Inigualável...
Agora já se foi. Está perdida em mais algumas tolas linhas.
O que não está perdido? Só tua impressão, gravada na minha alma.
Ela: Não. A poesia está em ti, foi tu quem sentiu ela.
Ela é tua.
Ele: Tudo é. Nada é.
Tu és! Ou não.
_ AAAo e Lakka _
Ela: Ah, pois é né?
... eu também;
... meus cachorros também;
... o silêncio de São Paulo também;
... as pessoas tentando dormir também;
... o Céu, também.
Menos os bares e butecos...
... esses estão felizes.
Ele: Registre-se.
Ela: Transcreva.
Ele: Minha transcrição não é digna.
A poesia está na tua espontaneidade.
Inigualável...
Agora já se foi. Está perdida em mais algumas tolas linhas.
O que não está perdido? Só tua impressão, gravada na minha alma.
Ela: Não. A poesia está em ti, foi tu quem sentiu ela.
Ela é tua.
Ele: Tudo é. Nada é.
Tu és! Ou não.
_ AAAo e Lakka _
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Duas Lágrimas
Duas lágrimas tristes corriam sua face
Quando soube do amor que por ela ele tinha
Chorava por ver-se estar num impasse
Chorava por todo o amor que sentia
Duas lágrimas doces corriam sua face
E não pôde por si encontrar solução
Foi como se o anjo da guarda calasse
E consigo calasse também coração
Só sabe ela própria como seria bom
Poder entre dois dividir seu amor
Mas deve o coração seguir um só tom
Tentou, mas não pôde, livrar-se da dor
Pois nunca ouvira das trombetas o som
Como então saberia onde achar mais calor?
Cassio Rugeri Cons
Grande Cassio, meu poeta-com-esmero predileto!!!!!!!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Nosso Conto
Uma brincadeira por email:
"Fazia muito tempo que nada de grave acontecia no reino. E isso é sempre prenúncio de horríveis desgraças. Assim, quando o rei saiu aquela manhã, tal como fazia toda manhã, indo em direção do enorme prédio do mercado, acenando todo pomposo para todos que passavam, avistou uma cigana vindo em sua direção.
Ela, com aquele aspecto típico de cigana de quinta, gorda, cabelos presos e sujos, uma saia longa colorida desbotada, xale rasgado, pele escura maltratada pelo tempo e pela falta de cuidados, usando seu portunhol clássico, se aproximou do rei, e estendendo a mão, disse: "Yo quiero ler tu suerte, ó grand majestade...". O rei teve nojo da mulher sebenta, e mais contrariado ficou ao perceber que nenhum guarda ninguém havia impedido a mulher de chegar tão perto dele. Perto o suficiente para sentir o cheiro azedo que vinha das dobras de gordura, fermentando de suor. Ele levantou a voz para o chefe da guarda, pedindo providências, mas nenhum som saiu de sua garganta. Ele agitou os braços freneticamente, mas nenhuma parte de seu corpo se mexeu. Foi então que chegaram os guardas e jogaram a cigana no chão. Ela caiu de queixo nos pedregulhos da estrada, criando uma poça de sangue ao seu redor. Eles amarraram-na, e ela debatia-se e gritava: "Por dios, soy una pobre alma..." Depois de completamente rendida levantaram a velha que mirou bem nos olhos do rei, este sentiu seu peito apertar e sua respiração parar por um instante e com um olhar de rancor profundo ela proferiu suas últimas palavras antes de ser escorraçada do reino... “La praga del lest virá e cobrirá tu tierra de una delicada e insuportable angústia. O que era, no será. O que ficava, deixará de estar. Usted mismo no saberás se és rei, se és servo, se és qualquer cosa. E assim com todos os outros…" Dizendo isso, a cigana se calou e fechou os olhos. E lentamente um ruído foi se fazendo ouvir, cada vez mais forte. Era o som da agonia, do tormento que estava chegando aos lares de cada pessoa do povoado. Todos, instintivamente, correram para suas casas e trancavam-se lá. Mesmo os que não viram o acontecido, faziam o mesmo. Era uma força maior que eles. A correria estava uma grande confusão, todos gritando, correndo, uns caiam, e outros pisavam nesses sem nem pensar duas vezes. Mas, por fim, tudo ficou em silêncio. E em torno do rei seus guardas ficaram calados. E tudo pareceu parar, ao mesmo tempo em que o corpo da velha cigana, estranhamente, aumentava de tamanho, esparramando-se pelo chão de pedras, envolvendo os troncos das árvores, as colunas das construções, os vãos do terreno. Vendo isso, e antes que a estranhíssima onda chegasse aos seus pés, o rei rompeu o silêncio e disse: "Oauuu, esse cogumelo da vendinha do seu Manoel bateu forte." Balançando a cabeça para ver se voltava ao seu estado normal, exclamou: "Guarda Joaquim, vá até a venda do Manoel e faça uma encomenda de três caixas do cogumelo que me vendeu a pouco!" Nisso, olhou novamente para a cigana, que ainda estava derretendo e envolvendo a cidade com seu corpo, se concentrou bem nessa imagem e de súbito sentiu uma onda quente subir por seu corpo e não aguentou, desandou a rir. Gargalhava tanto, que chegou a cair no chão de joelhos, e implorava com as mãos na barriga: "Por dios, pare, não aguento mais, está doendo. Jesus, que engraçado, façam ela parar, não aguento mais rir". Ninguém entendeu nada, porque motivo de tanta gargalhada não havia. Mas o rei havia percebido algo que ninguém mais percebera: não havia cigana, nem tormentos, nem reino, nem rei, nem nada. O que havia era apenas um prédio enorme, amarelo, com janelas marrons, algumas abertas e outras não. Estavam todos em um jardim cercado por um muro alto e pessoas vestidas de branco. Veio um sujeito e disse ao rei: "Majestade, vamos colocar a túnica real? Isso coloque os braços aqui, assim..." E logo o rei estava bem protegido, mãos por detrás das costas, braços firmemente presos. Escoltado por seus vassalos, ele foi levado para o aposento real, todo acolchoado, do chão ao teto. Ali, protegido, ele pode, por fim, viver como um rei. Um rei de si mesmo, como todos os outros quinze reis do hospício."
_Lakka e M. _
Ela, com aquele aspecto típico de cigana de quinta, gorda, cabelos presos e sujos, uma saia longa colorida desbotada, xale rasgado, pele escura maltratada pelo tempo e pela falta de cuidados, usando seu portunhol clássico, se aproximou do rei, e estendendo a mão, disse: "Yo quiero ler tu suerte, ó grand majestade...". O rei teve nojo da mulher sebenta, e mais contrariado ficou ao perceber que nenhum guarda ninguém havia impedido a mulher de chegar tão perto dele. Perto o suficiente para sentir o cheiro azedo que vinha das dobras de gordura, fermentando de suor. Ele levantou a voz para o chefe da guarda, pedindo providências, mas nenhum som saiu de sua garganta. Ele agitou os braços freneticamente, mas nenhuma parte de seu corpo se mexeu. Foi então que chegaram os guardas e jogaram a cigana no chão. Ela caiu de queixo nos pedregulhos da estrada, criando uma poça de sangue ao seu redor. Eles amarraram-na, e ela debatia-se e gritava: "Por dios, soy una pobre alma..." Depois de completamente rendida levantaram a velha que mirou bem nos olhos do rei, este sentiu seu peito apertar e sua respiração parar por um instante e com um olhar de rancor profundo ela proferiu suas últimas palavras antes de ser escorraçada do reino... “La praga del lest virá e cobrirá tu tierra de una delicada e insuportable angústia. O que era, no será. O que ficava, deixará de estar. Usted mismo no saberás se és rei, se és servo, se és qualquer cosa. E assim com todos os outros…" Dizendo isso, a cigana se calou e fechou os olhos. E lentamente um ruído foi se fazendo ouvir, cada vez mais forte. Era o som da agonia, do tormento que estava chegando aos lares de cada pessoa do povoado. Todos, instintivamente, correram para suas casas e trancavam-se lá. Mesmo os que não viram o acontecido, faziam o mesmo. Era uma força maior que eles. A correria estava uma grande confusão, todos gritando, correndo, uns caiam, e outros pisavam nesses sem nem pensar duas vezes. Mas, por fim, tudo ficou em silêncio. E em torno do rei seus guardas ficaram calados. E tudo pareceu parar, ao mesmo tempo em que o corpo da velha cigana, estranhamente, aumentava de tamanho, esparramando-se pelo chão de pedras, envolvendo os troncos das árvores, as colunas das construções, os vãos do terreno. Vendo isso, e antes que a estranhíssima onda chegasse aos seus pés, o rei rompeu o silêncio e disse: "Oauuu, esse cogumelo da vendinha do seu Manoel bateu forte." Balançando a cabeça para ver se voltava ao seu estado normal, exclamou: "Guarda Joaquim, vá até a venda do Manoel e faça uma encomenda de três caixas do cogumelo que me vendeu a pouco!" Nisso, olhou novamente para a cigana, que ainda estava derretendo e envolvendo a cidade com seu corpo, se concentrou bem nessa imagem e de súbito sentiu uma onda quente subir por seu corpo e não aguentou, desandou a rir. Gargalhava tanto, que chegou a cair no chão de joelhos, e implorava com as mãos na barriga: "Por dios, pare, não aguento mais, está doendo. Jesus, que engraçado, façam ela parar, não aguento mais rir". Ninguém entendeu nada, porque motivo de tanta gargalhada não havia. Mas o rei havia percebido algo que ninguém mais percebera: não havia cigana, nem tormentos, nem reino, nem rei, nem nada. O que havia era apenas um prédio enorme, amarelo, com janelas marrons, algumas abertas e outras não. Estavam todos em um jardim cercado por um muro alto e pessoas vestidas de branco. Veio um sujeito e disse ao rei: "Majestade, vamos colocar a túnica real? Isso coloque os braços aqui, assim..." E logo o rei estava bem protegido, mãos por detrás das costas, braços firmemente presos. Escoltado por seus vassalos, ele foi levado para o aposento real, todo acolchoado, do chão ao teto. Ali, protegido, ele pode, por fim, viver como um rei. Um rei de si mesmo, como todos os outros quinze reis do hospício."
FIM
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